Estude para o Vestibular Unasp: Proposta de redação III

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Vamos praticar redação? Veja os temas que caíram no Vestibular Unasp de 2013.

Leia também:

– Proposta de redação II

– Proposta de redação IV

– Proposta de redação V 

Observações:

• Leia as duas propostas e escolha uma delas;

• Lembrese de que a produção de seu texto dissertativo argumentativo requer o uso da língua escrita culta eque dissertar é expor ideias de modo claro e coerente. Portanto, suas conclusões devem decorrer daargumentação que você tiver apresentado;

• Seu texto deverá ter, pelo menos;

• Dê um título ao seu texto.


PROPOSTA A: Projeto de Lei no 8.069

Levando em conta a leitura dos textos A, B, C, D e E a seguir, escreva um texto dissertativo argumentativo, em que você se posicione sobre a propriedade ou não do Projeto de Lei n0 8.069, justificando sua posição com bons argumentos.

Texto 1 ‐ Projeto de Lei

O CONGRESSO NACIONAL decreta: 
Art. 1o ‐ A Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos: 
“Art. 17‐A. A criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação, ou qualquer outro pretexto. 
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, considera‐se:
I ‐ castigo corporal: ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente.
II ‐ tratamento cruel ou degradante: conduta que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente. 
Art. 17‐B. Os pais, integrantes da família ampliada, responsáveis ou qualquer outra pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar crianças e adolescentes que utilizarem castigo corporal ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação, ou a qualquer outro pretexto estarão sujeitos às medidas previstas no art. 129, incisos I, III, IV, VI e VII, desta Lei, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.” (NR)

(http://www.camara.gov.br/sileg/integras/790543.pdf, acesso 20/10/12)

Texto 2

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Texto 3

“A criança tem que aprender limites, e palmadas podem fazer valer a diferença para que ela não adquira um comportamento reprovável, diferentemente de tratamento cruel ou desumano, para os quais já existem leis.

Aprovada esta lei, estaremos criando uma geração sem freios. Os pais não terão qualquer autoridade. Absurda a possibilidade de punir pai ou mãe com ‘afastamento do lar’ que reincida numa palmada em filho que não queira fazer o dever de casa ou tomar banho.

Cogita‐se ainda criar o 0800 jovem para que filhos denunciem pais. O jovem viciado que não consiga dinheiro deles para comprar drogas pode fazer uso da falsa denúncia para vingar‐se. O pai que hoje não der palmada no filho rebelde provavelmente amanhã levará dele um tapa na cara. Em nome da família, é que mais uma vez me insurjo contra uma proposta do governo.”

(http://familiabolsonaro.blogspot.com.br/ 2011/12/novo‐capitulo‐do‐projeto‐de‐lei‐das.html, acesso 20/10/12)

Texto 4

“O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Bíblia Sagrada, ARA)

Texto 5

“(Pais) devem corrigir seus filhos com amor. Não permitam que sigam seu próprio caminho até que estejam irados e então os castiguem. Tal correção só ajuda o mal em vez de remediá‐lo. Irar‐se com a criança que erra é aumentar o mal. (…) Quando forem obrigados a corrigir um filho, não elevem a voz em tom alto. Não percam o domínio próprio. O pai que, ao corrigir o filho, entrega‐se à ira, está mais em falta do que a criança. (… ) A vara pode ser necessária quando falharem outros recursos, contudo não se deve fazer uso dela, se for possível evitar. Mas, se medidas mais brandas se mostrarem insuficientes, deve administrar‐se com amor o castigo que levará a criança à compreensão de seus deveres. (…) Nunca deem em seus filhos uma pancada com ira, a menos que desejem que aprendam a lutar e contender.”

(White, Ellen G., Orientação da criança, p. 245‐252 ‐ adaptado)

 

PROPOSTA B: O hoje e o amanhã

Com base na análise dos textos A, B, C e D abaixo, escreva um texto dissertativo argumentativo.

Texto 1 ‐ Se Me Quiserem Amar

Se me quiserem amar, terá de ser agora: depois, estarei cansada. Minha vida foi feita de parceria com a morte: pertenço um pouco a cada uma, para mim sobrou quase nada. Ponho a máscara do dia, um rosto cômodo e fixo: assim garanto a minha sobrevida. Se me quiserem amar, terá de ser hoje: amanhã, estarei mudada.

(http://lica.spaceblog.com.br/1519041/Se‐Me‐Quiserem‐Amar/, acesso 20/10/12)

Texto 2

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (…) Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze‐o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”

(Eclesiastes 9: 5, 6, 10, Bíblia Sagrada, ARA)

Texto 3

“Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”

(Provérbio português, em http://proverbios.aborla.net/, acesso 20/10/12)

Texto 4

“Mas a frase que mais tocou a plateia estarrecida foi esta: Mesmo doando toda a minha fortuna, disse o empresário, continuará a existir uma enorme injustiça social no mundo. Eu terei tido um privilégio que muitos não terão. O privilégio de ter feito uma diferença com o meu trabalho e minha vida. (…) O segredo da felicidade, portanto, não é ganhar dinheiro, que a maioria acabará perdendo de uma forma ou de outra. O segredo é ter feito uma diferença.”

(http://www.kanitz.com/veja/diferenca.asp, acesso 20/10/12)