Estude para o Vestibular Unasp: Proposta de redação Unasp IV

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Vamos praticar redação? Veja os temas que caíram no Vestibular Unasp de 2012.

Leia também:

– Proposta de redação II

– Proposta de redação III

– Proposta de redação V 

Observações:

• Leia as duas propostas e escolha uma delas;

• Lembrese de que a produção de seu texto dissertativo argumentativo requer o uso da língua escrita culta eque dissertar é expor ideias de modo claro e coerente. Portanto, suas conclusões devem decorrer daargumentação que você tiver apresentado;

• Seu texto deverá ter, pelo menos;

• Dê um título ao seu texto.


PROPOSTA A: Manifestações violentas são formas válidas de protesto?

Com base nos textos de apoio e as informações que você possui sobre o assunto, faça um texto dissertativo‐argumentativo que responda a seguinte questão: Manifestações violentas são formas válidas de protesto?

Texto 1

Neste ano de 2011, o mundo assistiu perplexo a uma onda de manifestações violentas que envolveu diferentes países. Na Espanha, jovens protestaram contra a visita do Papa Bento XVI; no Chile, estudantes revoltados deixaram um rastro de destruição ao exigirem que o governo proíba o lucro em entidades de ensino; na Grécia, país afetado pela crise mundial, cidadãos recorreram à violência para exigir do governo medidas urgentes em relação à economia; outros países, como a Líbia e o Egito, também sentiram o gosto amargo da insatisfação popular. No entanto, o quadro de violência que mais chamou atenção neste ano foi o ocorrido na Inglaterra, onde sete cidades foram saqueadas por grupos que atacaram lojas, depósitos, bairros ricos e pobres. Diante desse panorama surge a pergunta: manifestações violentas são formas válidas de protesto? 
“A anarquia (na Inglaterra) teve início depois da morte de Mark Duggan, de 29 anos, em uma abordagem da polícia em Tottenham, bairro de casinhas desoladas e gangues desaforadas na zona norte de Londres. Duggan era traficante e andava armado, uma raridade na Inglaterra, mas logo correu o boato de execução à queima‐roupa, levando parentes, amigos e desocupados a fazer um protesto em frente à delegacia local. A manifestação rapidamente degenerou em quebra‐quebra. […] Saques, incêndios e ataques a cidadãos desprotegidos multiplicaram‐se.”


(TEIXEIRA, D. A cidade dos ladrões. Veja, São Paulo, p. 99‐101, 17 de agosto de 2011)

Texto 2

“As barras de ferro, a agressividade da postura e os rostos cobertos comprovam: os sujeitos na foto acima podem ser tudo, menos estudantes praticando o rito de passagem universalmente garantido de protestar contra o que quer que seja. Por causa da avassaladora onda de saques na Inglaterra, o quebra‐quebra no Chile passou despercebido – na verdade, as imagens confundiram‐se tanto pela violência quanto pela semelhança no modo de vestir de seus protagonistas, numa demonstração de que o figurino anarquista – moletons com capuz, bandanas ocultando o rosto e tênis da marca da deusa da 
vitória – é a mais poderosa tendência de moda entre a juventude politicamente transviada. Protestos estudantis são uma vistosa constante no Chile pela capacidade de mobilização e pela imaterialidade das reivindicações.”

(GRYZINSKI, V. A epidemia dos capuzes. Veja, São Paulo, p. 61, 17 de agosto de 2011)

 

PROPOSTA B: Como encontrar a felicidade no mundo contemporâneo?

Levando em consideração os textos acima e a sua experiência de vida, escreva uma dissertação em prosa com o seguinte tema: Como encontrar a felicidade no mundo contemporâneo?

Texto 1

Essa pergunta retórica já se tornou clichê em nossos dias, talvez porque até hoje muitos não encontrou‐se a resposta, ou pela complexidade que envolve tal tema, ou paradoxalmente, pela simplicidade do assunto. O fato é que no mundo contemporâneo, envolto em tecnologias, dominado pela comunicação rápida, absorto pela facilidade de respostas que a internet traz, pelas comidas prontas, pelos comprimidos para dormir, acordar, emagrecer, engordar, ainda não encontramos a felicidade numa caixinha na prateleira de um supermercado 24 horas. As invenções surgem, as tecnologias avançam, mas a essência do ser humano continua a mesma, com o mesmo vazio, com a mesma busca que leva novamente à incansável questão: Como encontrar a felicidade?

“Se eu quero todas as cores, todas as marcas, todos os carros, todos os homens ricos ou mulheres […], preparo a minha frustração. Está decretada a dificuldade de ser feliz.”

(LUFT, L. Felicidade. Veja, São Paulo, p.24, 17 de agosto de 2011)

Texto 2

“Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.”

(LUFT, L. Felicidade. Veja, São Paulo, p.24, 17 de agosto de 2011)

O que vem a ser felicidade

O que vem a ser felicidade
Toda explicação perde o valor…
É tão claro e simples que é verdade Quando alguém diz que invade
A fronteira do amor. […]

Como tudo é tão diferente!
O ciúme, a dor,
O amor, a paixão…
Mas a felicidade é tudo junto, Todo o tempo num segundo Não explicaria nem se a flor Viesse antes do botão

Esse sentimento poderoso
É estado, é capital, é um país
E o que há de mais maravilhoso É descobrir que, o tempo inteiro Estava a um palmo do nariz

E, todo o percurso transcorrido, Leva‐nos a ser contidos
Quando tudo é explosão
Porque a felicidade é um rio denso E precisa de silêncio

Pra falar ao coração

(Letra e música de Orlando Moraes)