Filmes com ótimas lições de inteligência emocional

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A arte imita a vida

São Paulo – As emoções, via de regra, são personagens principais no cinema. Afinal, como escrevem os autores do livro “Inteligência Emocional 2.0” (Editora HSM), Travis Bradberry e Jean Greaves, a arte imita a vida e “, os filmes são uma ótima maneira de ver as habilidades de inteligência emocional em ação, demonstrando comportamentos que você pode querer imitar ou evitar.

Observar relações e conflitos e analisar as emoções é uma das dicas dos autores para quem quer melhorar seu nível de inteligência emocional no trabalho e também na vida pessoal. “Pode ser difícil de acreditar, mas ver filmes de ficção pode ser uma das maneiras mais proveitosas e divertidas de praticar habilidades de conscientização social que você pode aplicar no mundo real”, escrevem os autores.

A seguir, confira filmes indicados pelos autores do livro e pelos especialistas Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos, e Vera Martins, consultora em desenvolvimento humano.

O Discurso do Rei

A história do rei Jorge VI que, para superar a gagueira, contrata um fonoaudiólogo, mostra como o conhecimento das nossas emoções pode ser essencial na hora de controlar um problema.

Na opinião de Rubens Pimentel, a história revela como a inteligência emocional permite à pessoa se aceitar e, com isso, vencer barreiras.
“Um excelente exemplo de como perder o medo de falar em público através do autoconhecimento, controle das emoções e treino de visualização mental. Todos componentes do que chamamos hoje de inteligência emocional”, diz Pimentel.

O Discurso do Rei
Direção: Tom Hooper
Ano: 2010
País: Estados Unidos

Gandhi

Gandhi e sua trajetória trazem importantes exemplos de inteligência emocional que podem ser aplicáveis no trabalho e nos relacionamentos. Para lidar com o descontrole emocional do outro nada como lidar com inteligência emocional, diz a consultora em desenvolvimento humano, Vera Martins.

Ele conseguiu promover mudanças em toda uma nação com um único pensamento, diz Vera: “mostrar coragem e se dispor a sofrer vários golpes, mas não revidar e nem desistir, pois essa atitude desperta algo na natureza humana que faz o ódio do outro diminuir, e o respeito, por nós aumentar”.

“O agir com essa coerência e foco exigiu de Gandhi o firme propósito de buscar a justiça, libertando seu país da submissão e desigualdade humana”, diz Vera.

Mas, o filme também mostra que, mesmo imbuídos de um propósito maior, justo e ético, somos seres humanos e podemos errar e sermos tomados por emoções negativas, como medo e raiva.

A fragilidade humana é revelada em uma cena em que Gandhi tem uma crise de raiva com sua esposa e depois se arrepende, pedindo desculpas. “Sua esposa consegue sentir empatia por ele, entendendo sua reação e diz: você é apenas humano. E é mais difícil ainda para aqueles que nem querem ser bons como você”, diz Vera.

Ela destaca algumas lições que gestores podem aprender com a trajetória de Gandhi: humildade para aprender com o outro, empatia, firmeza e foco para ser movido por propósito ancorado em valores e princípios éticos

Gandhi
Direção: Richard Attenborough
Ano:1982
País: Estados Unidos/India/Reino Unido

Erin Brockovich – Uma Mulher De Talento

O filme biográfico conta a história da luta jurídica de Erin Brockovich contra a empresa de energia Pacific Gas and Electric e mostra como a inteligência emocional a serviço do outro pode trazer excelentes resultados. Segundo os autores do livro “Inteligência Emocional 2.0”, Travis Bradberry e Jean Greaves, é importante perceber a falta de autogerenciamento emocional dos personagens no começo filme.

Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos, também aponta para o fato de que a personagem principal não tinha capacidade de empatia no começo do filme. “As dificuldades dos outros e o senso de justiça dela traz à tona todo um conjunto de competências emocionais que determinam seu sucesso profissional”, diz Pimentel.

Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento
Direção: Steven Soderbergh
Ano: 2000
País: Estados Unidos

À procura de Eric

O ditado “se quer entender a organização mental de alguém, veja como é a organização da casa” é válido para Eric, o personagem principal do filme, segundo a consultora em desenvolvimento humano, Vera Martins.

“Ele se sente atordoado e sem foco, perdendo o controle da casa, da família, de suas emoções e de sua vida afetiva. Não consegue reagir, tornando-se triste, desanimado, irritado, e sua comunicação se apresenta ora passiva, ora agressiva”, diz a especialista.

Com a ajuda do pseudo amigo e ídolo Eric Cantona, ex-futebolista, que faz um papel de coach ilusório, ele consegue criar pensamentos positivos, aprende a dizer não, e assim, ele consegue enfrentar suas dificuldades e pensamentos negativos. Aceitar o apoio dos amigos, diz a especialista, foi fundamental para a mudança positiva na vida do personagem.

“O filme nos mostra que autoconhecimento, autoconsciência e auto aceitação são premissas básicas para a educação emocional, para as pessoas se sentirem livres emocionalmente e viverem a inteligência emocional na sua plenitude, caso contrário essas pessoas continuarão infantilizadas”, diz Vera.

À Procura de Eric
Direção: Ken Loach
Ano:2009
País: Reino Unido

Avatar

O filme conta a história de Jake Sully que é selecionado para participar do programa Avatar e viaja a Pandora, uma lua extraterrestre que tem formas diversas de vida.

Segundo Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos, são dois mundos em choque. Um deles é carregado de inteligência emocional e o outro, dos forasteiros,  revela como a falta de empatia e de capacidade de comunicação barravam o funcionamento da inteligência emocional em prol dos resultados.

“Ao assistir este filme perceba que a inteligência emocional pode juntar seres de mundos completamente estranhos. Por isso, existem pessoas que se adaptam a novos ambientes e outras não”, diz Pimentel.

Avatar
Direção: James Cameron
Ano: 2009
País: Estados Unidos

300

A história gira em torno do Rei Leônidas que lidera 300 espartanos na batalha contra o deus e rei Xerxes da Pérsia e seu exército de 300 mil soldados.

“O destaque deste filme é a cena em que o rei conversa com Elfialtes, que é um espartano deficiente físico, que quer lutar, mas sua condição o impede que participe de batalhas. A forma como o rei conduz a conversa é um bom exemplo de inteligência emocional aplicada a feedback”, diz Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos

300
Direção: Zack Snyder
Ano: 2007
País: Estados Unidos

A vida é bela

“Nas piores condições possíveis um pai judeu, preso em um campo de concentração com seu filho, usa a inteligência emocional para conseguir se controlar e salvar a vida do filho”, diz Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinanemtos.

O filme é um exemplo, diz o especialista, de que de que ter inteligência emocional não é suprimir emoções, controlar emoções, mas, sim, saber o que fazer e como atuar quando elas aparecem. “É uma lição de como a inteligência emocional pode nos ajudar a utilizar o conhecimento do outro para controlar situações, inclusive, de perigo”, diz Pimentel.

A Vida é bela
Direção: Roberto Benigni
Ano:1997
País: Itália

Duas vidas

Sucesso profissional, mas uma vida emocional fracassada. No filme, é possível perceber como o autoconhecimento é essencial para que a inteligência emocional permita uma vida plena, segundo Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos.

“Somente depois de re-significar toda sua vida é que o personagem principal deste filme consegue ter plenitude emocional”, diz o especialista.

Duas Vidas
Direção: Jon Turteltaub
Ano: 2000
País: Estados Unidos

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