Projeto Apresenta Histórias de Mulheres e Suas Iniciativas Inspiradoras

Priscilla Adduca formou-se em direito, mas logo percebeu que gostava de outras áreas. Ao invés de encarar um escritório e seguir carreira no direito, ela optou por trabalhar com marketing, moda e acabou descobrindo sua vocação na criatividade. Com tantas mudanças Priscilla sempre inquieta decidiu descobrir histórias e saber o que inspira as pessoas a seguirem caminhos alternativos. Foi assim que ela criou o projeto Mulheres Que Inspiram. A ideia inicial era dar espaço para mulheres inspiradoras contarem um pouco sobre seus sonhos, carreiras, criações e motivações através fotos e pequenos textos publicados no Instagram.

Hoje em dia a iniciativa cresceu e Priscilla viaja o Brasil fazendo palestras, conhecendo novas mulheres, compartilhando histórias e inspirado milhares de pessoas que também queiram seguir seus sonhos.

Veja abaixo algumas das histórias do projeto:

1

Há 6 meses, pouco depois de perder seu marido pra um câncer, essa senhorinha de 90 anos descobriu um tumor nos ovários. Decidida a não passar pelo mesmo tratamento do seu companheiro, ela escolheu uma alternativa muito mais desafiadora: viajar o mundo. Dias depois, vendeu sua casa e partiu com seu filho, sua nora e seu cachorro Ringo pra uma bela aventura. Já passou pela Califórnia, se divertiu na Disney e visitou até o museu sobre a Segunda Guerra Mundial, lugar onde foi recebida com honra já que trabalhou como enfermeira durante o conflito. Prestes a completar 91 anos, Norma já está há 180 dias na estrada e tem até página no Facebook para compartilhar os próximos capítulos dessa história!

2

Em 2011, a baiana Monique Evelle resolveu rodar as ruas de alguns bairros de Salvador pra conversar com os jovens de baixa renda e tentar desconstruir discursos ultrapassados impostos pelas mídias tradicionais. A experiência foi tão transformadora (pra ela e pras comunidades!), que Monique deu início ao @desabafosocial, um coletivo de jovens espalhados por 13 estados brasileiros que busca formas de promover a cultura de direitos humanos, incentivando e estimulando o engajamento de adolescentes através de novas práticas pedagógicas. Monique promove cursos, oficinas, palestras e eventos e ainda conta com uma plataforma colaborativa, um programa de rádio e um Núcleo de Estudos Interdisciplinares. Como se não bastasse, o Desabafo ocupa espaços públicos pra desenvolver atividades educativas e culturais como o CineDesabafo, Roda de Conversa, Brincadeiras Lúdicas e Leituras. Em outras palavras, a missão da baiana de apenas 20 anos é comunicar e transformar. 

4

Attab da @varandaflores é psicóloga e se especializou em Psicologia Junguiana e Arteterapia. Foi depois de um curso de arte floral em São Paulo que ela resolveu investir no segmento. “Eu já trabalhava com decoração de eventos, mas queria ir mais longe com os arranjos florais. Como meu meio de transporte é uma bicicleta, eventualmente eu trazia flores depois dos eventos na minha cestinha. Foi quando percebi que essa ideia poderia ser levada adiante”. Hoje Ana se dedica a desenvolver arranjos pra eventos corporativos, casamentos, jantares, além das vendas que acontecem de bike pelas ruas.

5

Essa senhorinha linda, de 104 anos, resolveu colorir de crochê uma pequena cidade na Escócia. Ajudada por um grupo que espalha arte pelas ruas, seu trabalho já coloriu mais de 46 lugares. Tem crochê cobrindo até cabine telefônica!

6

Formada em Enfermagem e pós-graduada em Enfermagem do Trabalho, Juliana atuou na área por quatro anos. Apaixonada por culinária desde sempre, começou a colocar os ensinamentos de sua avó e mãe em prática quando foi morar sozinha e há 3 anos largou o mundo corporativo pra se dedicar de corpo e alma à @ameliagastro. “Hoje estou feliz por poder cuidar bem de perto de cada detalhe. Quando se tem um sonho, vale a pena abrir mão da estabilidade de um emprego fixo para correr atrás e fazer seu projeto dar certo. É uma luta diária, mas muito mais prazerosa e gratificante”. 

7

Já imaginou ter a sua própria fábrica de chocolates? Pois a distância entre imaginação e realidade está apenas no fazer! A inglesa @luisaabram veio para o Brasil aos 3 anos de idade. Aos 17, resolveu cursar Medicina e percebeu que não era exatamente aquilo que queria. Resolveu mudar o rumo das coisas e foi prestar Gastronomia escondida dos pais e com o apoio da irmã mais velha. Quando começou a estagiar na área, teve a certeza de que tinha encontrado sua paixão. “Ano passado ganhei um livro do meu pai chamado Elements of Dessert, onde encontrei as primeiras informações sobre a fabricação do chocolate. Comecei a me interessar pelo assunto e fui para a prática. O lado estrutural, genético e praticamente secreto do cacau me chamou atenção para uma verdadeira aventura!” Com o livro em mãos, Luisa foi estudar o processo de fabricação do chocolate e quais eram os principais fatores de diferenciação de um chocolate comum para um chocolate fino. “O aprendizado foi longo, errei muitas vezes antes de acertar a receita daquele que julgo ser o melhor resultado para o cacau que tenho. Foram muitas torras diferentes e muitas tentativas. Não tive nenhum curso, fui autodidata, aprendi com as pesquisas e a experiência prática”. Aos 23 anos, num espaço de 5m em seu apartamento e com cacau proveniente do Acre, Luisa enxerga longe: “Pretendo crescer tanto aqui no Brasil como no exterior, mostrando que também podemos produzir chocolate de qualidade”. 

8

Preocupada em preservar e cultivar o amor das crianças por livros, a bibliotecária Alicia Tapia teve uma ideia genial: ela criou a Bibliobicicleta, uma biblioteca itinerante conduzida por uma bike e que roda as ruas de São Francisco. Alicia usa todo o seu tempo livre circulando pelos bairros, praias e áreas mais pobres da cidade pra incentivar a leitura. A Bibliobicicleta comporta até 100 livros e crianças (e adultos!) podem levar o que quiserem. Mesmo sendo uma tarefa super cansativa, Alicia garante que a experiência de espalhar livros e alegria vale o todo o esforço!