Estude para o Vestibular Unasp: Proposta de redação II

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Vamos praticar redação? Veja os temas que caíram no Vestibular Unasp de 2014.

Leia também:

– Proposta de redação I

– Proposta de redação III

– Proposta de redação IV 

Observações:

• Leia as duas propostas e escolha uma delas;

• Lembrese de que a produção de seu texto dissertativo argumentativo requer o uso da língua escrita culta eque dissertar é expor ideias de modo claro e coerente. Portanto, suas conclusões devem decorrer daargumentação que você tiver apresentado;

• Seu texto deverá ter, pelo menos;

• Dê um título ao seu texto.


PROPOSTA A: Redes Sociais: entre a obrigação e a opção

Com base nos textos a seguir e em seu repertório, elabore um texto que apresente argumentos para a seguinte questão: “As redes sociais, ao mesmo tempo que possibilitam novas formas de relacionamentos, restringem as formas tradicionais de relações sociais.”

Texto 1

“O vício em redes sociais é uma realidade e tem impactos impossíveis de ignorar… Um dos primeiros estudos a revelar a força dessa nova dependência de forma inconteste foi apresentado em fevereiro pela Universidade de Chicago. Os pesquisadores concluíram, para espanto geral, que resistir às tentações do Facebook e do Twitter é mais difícil do que dizer não ao álcool e ao cigarro. O vício em redes sociais, portanto, é forte como o da dependência química. O viciado em Facebook necessita se expor e ler as confissões de amigos com cada vez mais frequência para saciar sua curiosidade e narcisismo. Atualmente, a atenção em torno desse assunto é tamanha que já há setores defendendo a inclusão da dependência por redes sociais na nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.”

(Revista ISTOÉ – 9/mai/2012) 


Texto 2

“São vários os motivos que ensejam a participação de uma pessoa nas “redes sociais”: socialização, entretenimento, negócios, divulgação de pensamentos, projetos e eventos, visibilidade, etc.
O mundo empresarial descobriu nas mídias sociais uma nova e eficaz forma de se relacionar com o público consumidor. A imagem da organização ganha força na utilização das redes sociais. É incontestável como esse tipo de comunicação influencia na decisão de compra dos internautas. Os negócios são realizados com maior rapidez. Portanto, as redes sociais trouxeram para as empresas uma alternativa de divulgação dos seus produtos e comunicação com sua clientela bem mais eficaz e a custo bem menor do que nas chamadas mídias tradicionais. 
As informações circulam em tempo real. A interação entre as pessoas se faz com muito maior abrangência. Amigos distantes se reaproximam. A troca de ideias potencializa a importância das redes sociais nas nossas vidas. Os relacionamentos se multiplicam. Alargam‐se os campos de pesquisas. Não há necessidade de deslocamentos físicos para que se possa usufruir momentos de lazer. São espaços de debate social.”

(Disponível em http://www.wscom.com.br/blog/rui_leitao/post/post/++REDES+SOCIAIS%3A++BENEF%C3%8DCIOS+E+RISCOS‐7248, acesso em 06/10/2013) 


 

PROPOSTA B: Os efeitos da covardia e da coragem sobre a sociedade

Na coletânea a seguir você encontrará alguns textos sobre coragem e covardia. Leia‐os e exponha sua opinião sobre o tema. Queremos saber sua opinião sobre os efeitos da covardia e da coragem sobre a sociedade. Não se trata, aqui, de coragem física, de valentia, mas sim de coragem ética: assumir os erros, pedir ajuda, responsabilizar‐ se pelos próprios atos, tomar decisões em situações tensas.

Texto 1

Suba a bordo!
A discussão furiosa e indignada entre o comandante Gregorio De Falco, da Capitania dos Portos de Livorno, e o capitão do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, que deixou o navio antes da retirada de milhares de pessoas, foi escutada na terça‐feira por toda a Itália, que elevou o primeiro à categoria de herói.
O diálogo entre o capitão, de 52 anos, que fugia do acidente por volta das 23h30 local em um bote salva‐vidas e o comandante de Livorno, de 46 anos, que, imperiosa e taxativamente, ordenava seu retorno ao navio para socorrer milhares de homens, mulheres e crianças ocorreu à 1h46.
No entanto, Schettino, que afirmava o tempo todo estar no comando da embarcação, embora depoimentos de um cozinheiro o situavam em um bar esperando uma bebida ao lado de uma mulher, não voltou ao cruzeiro, onde até as 3h da madrugada houve passageiros sendo resgatados.
(UOL Notícias)

Texto 2

Coragem e covardia
Entre os vários comportamentos tidos como importantes para a atuação profissional, a coragem é um dos menos citados. O que é uma pena porque atitudes covardes ainda são comuns nas empresas e acabam por comprometer as relações e os resultados organizacionais. Dentre os inúmeros sintomas de covardia empresarial, os mais comuns são: negar um erro, ou pior, atribuí‐lo à outra pessoa (…); fugir de decisões (…).


[Administradores.com.br]

Texto 3

Dois filósofos, um apóstolo e um rapper:

“Ver o bem e não fazê‐lo é sinal de covardia.” (Confúcio)
“A covardia é a mãe da crueldade.”
(Michel de Montaigne)

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Minha Alma (O Rappa)
A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego
pois paz sem voz
não é paz é medo

(Disponível em http://letras.mus.br/o‐rappa/28945/, acesso em 06/10/2013)

Texto 4

A covardia do capitão do navio Costa Concordia provocou indignação nas pessoas ao redor do mundo. Ele abandonou o navio, que estava afundando com mais de 4.000 pessoas a bordo. Mas esse mesmo episódio fez nascer um herói nas mídias sociais: o comandante Gregorio De Falco, da Capitania dos Portos de Livorno, que, muito exaltado, ordenou a volta a bordo do capitão. Às vezes, com medo de sofrer as consequências dos próprios atos, muitos se acovardam. Há um dito popular que alimenta esse pensamento: melhor um covarde vivo que um herói morto.

(Disponível em http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/lista/os‐efeitos‐da‐covardia‐e‐da‐coragem‐sobre‐a‐sociedade.jhtm, acesso em 06/10/2013 – adaptado)